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Uma Boa Cristã - Capítulo 9: Submissão

Logo no dia seguinte em que tranquei Igor, ele já veio se insinuando para cima de mim, de manhã e de novo quando chegamos em casa após o trabalho.

Safado.

Agora ele quer transar.

Mas não vai.

Sua língua tem me dado muito prazer nesses dias que se passaram, aquela sensação gostosa vem intensa toda vez que o coloco entre minhas pernas, sempre com a presença de Roberto em minhas fantasias.

Igor continua trancado. Mesmo reclamando, dorme com a gaiola, vai trabalhar com ela, e até está indo ao culto assim.

Chegou a me pedir que eu o liberasse apenas para jogar futebol com os amigos da igreja, alegando que os rapazes poderiam perceber alguma coisa.

Neguei.

No fim, ele inventou uma desculpa qualquer sobre estar gripado e não foi.

Na realidade, acho que já até o perdoei. Mas a punição por ter me enganado durante anos ainda não terminou. Se eu esperei tanto tempo por ele, ele também pode esperar mais alguns dias pela sua chave.

“Naomi, venha aqui por favor.”

A voz grave de Roberto me tira dos pensamentos.

Levanto rapidamente da mesa, ajeito a saia e sigo até sua sala. Conforme me aproximo, aquele calor familiar se espalha novamente pelo meu corpo.

Sento-me na cadeira diante de sua mesa.

Roberto fecha a porta, gira as persianas e se acomoda na própria cadeira, observando-me com a intensidade habitual.

"Quer revisar o planejamento da reunião com aquele cliente, senhor?", logo me adianto.

"Não." Ele se recosta levemente. "A reunião é daqui a alguns dias, e o planejamento já está definido. Hoje quero conversar sobre algo mais pessoal."

Tem sido cada vez mais comum entrarmos em assuntos pessoais. Ele já sabe que coloquei a gaiola no Igor, e ficou impressionado quando contei no quarto dia que ainda não havia destrancado. Hoje deve ser o sétimo.

Roberto continua, mesmo com tema descontraído, o tom é sério e profissional.

“Você costuma cozinhar, Naomi?”

Estranho a pergunta, mas respondo com naturalidade:

"Sim, senhor. Em casa sou eu quem cozinha."

Ele ergue uma sobrancelha.

“Mesmo? Então imagino que seu marido cuide mais da limpeza e das roupas. Estou correto?”

Franzo o cenho. A conversa está ficando cada vez mais estranha.

"Não, senhor. Eu também cuido disso."

Um pequeno sorriso surge nos lábios de Roberto.

"Curioso. Imaginei que vocês dividissem esse tipo de tarefa."

“Bem… na minha religião não é bem assim que funciona”, explico, sentindo o rosto esquentar um pouco. “A mulher tem um papel de submissão ao marido. É mais adequado que ela cuide das tarefas da casa.”

O sorriso de Roberto se amplia discretamente.

“Submissão? É você quem está usando uma gaiola de castidade?”

Não consigo evitar um pequeno sorriso constrangido, mas respondo com convicção:

“Na minha fé, submissão não tem uma conotação negativa. É simplesmente o papel que Deus impôs para cada um dos sexos. Ambos têm igual importância."

Faço uma breve pausa antes de continuar:

"Homens e mulheres foram criados para funções diferentes, mas complementares. O papel da mulher está mais ligado ao cuidado da família, especialmente dos filhos — algo que ainda não temos —, mas também à administração do lar, o que inclui os serviços domésticos."

Roberto me observa com interesse.

“Isso parece bastante importante. E qual é o papel masculino então?”

"Prover", respondo prontamente. "O homem tem a responsabilidade de sustentar a família para que a mulher possa se dedicar ao lar e aos filhos."

Roberto fica em silêncio por alguns segundos, me olhando de um jeito que faz meu corpo ficar ainda mais quente.

Ele então se inclina para frente, apoiando os antebraços sobre a mesa, e diz com a voz grave e calma:

"Naomi, a partir de hoje você deixa de ser Assistente de Marketing."

Pisco algumas vezes, confusa.

"Você foi promovida a Diretora Executiva da empresa." Sua voz permanece calma, como se estivesse anunciando algo corriqueiro. "Você será minha braço-direito direta. A segunda pessoa com mais autoridade aqui dentro. Só eu estarei acima de você."

Fico boquiaberta, arregalando os olhos.

Por um segundo acho que ele está brincando.

“Diretora Executiva…?”, repito, quase sem voz. “Senhor… Isso é mais algum tipo de exercício para me testar?"

"Não é." Ele continua com a mesma naturalidade. "Seu novo salário será de R$ 22.000. Mas considere esse valor apenas simbólico. Seus verdadeiros ganhos virão da participação nos lucros gerados pelos clientes que a senhora ajudará a administrar."

Eu simplesmente o encaro.

Vinte e dois mil reais.

Simbólico?

Isso é mais de dez vezes o meu salário atual.

Muito mais do que Igor ganha também.

Ainda tentando processar a notícia, abro a boca para dizer alguma coisa, mas ele continua como uma avalanche.

"Você também terá autoridade sobre todos os departamentos da empresa. Marketing, Vendas, Operações, Finanças..." Ele faz uma breve pausa. "Inclusive sobre o Igor. Quando necessário, ele responderá diretamente a você."

Ainda está difícil de acreditar.

Diretora Executiva.

Um salário que eu jamais imaginei receber.

Mais autoridade do que todos na empresa.

Inclusive meu próprio marido.

"Mas..." balbucio, tentando organizar os pensamentos. "Eu não fiz nada para merecer isso."

Roberto sustenta meu olhar.

"Você fez o suficiente para que eu percebesse do que é capaz." Sua voz é firme. "E sei que não vai me decepcionar."

Meu coração bate tão forte que chega a ser difícil respirar.

Parece que Roberto está falando sério.

A responsabilidade é enorme.

Eu não me sinto preparada.

Eu realmente não sei se estou preparada…

Mas é uma oportunidade boa demais para recusar.

"Obrigada, senhor...", consigo dizer por fim.

Roberto se recosta na cadeira, satisfeito.

“Certo, Diretora Naomi.” Ele faz uma pausa deliberada, saboreando o título. "Seu salário agora é mais de seis vezes maior que o do seu marido. Você sabe o que isso significa?"

Penso por alguns segundos, mas não encontro resposta.

“Não, senhor.”

"Significa que agora é você quem provê." Ele inclina levemente a cabeça. "É você quem sustenta o lar."

Ele inclina a cabeça.

“E agora?”

Fico em silêncio, novamente tentando entender o que ele quer que eu responda.

“Agora você tem a responsabilidade masculina na relação." Ele afirma, com convicção. "Então qual é a responsabilidade do seu marido?”

Levo alguns segundos para responder.

"A... feminina?"

Roberto ergue uma sobrancelha.

“Você está perguntando para mim? Não. Pergunte isso a si mesma.” Seus olhos permanecem fixos nos meus. “Fora dessa sala você tem o papel de liderança sobre todos. Mas eu ainda sou seu chefe, então exijo que você lidere com o pulso firme que eu sei que você tem. Na sua casa, você é a provedora. Você é a única chefe. Então é você quem vai decidir qual será o papel do seu marido lá dentro.”

As palavras dele ecoam na minha mente.

Diretora Executiva.

Provedora.

Chefe.

Então percebo que ainda estou agindo como uma assistente de marketing.

Ergo o queixo.

Respondo firme, com a postura do cargo que agora eu ocupo.

“Claro, senhor."

Sinto um calor subir pelo meu corpo.

"Respondendo à sua pergunta, serei a chefe aqui e na minha casa também.”

Roberto assente lentamente. Há um discreto brilho de aprovação em seus olhos.

“Ótimo. Pode ir, Diretora Naomi.”

Levanto da cadeira com o coração acelerado.

Ao sair da sala, mantenho os passos firmes, embora um sorriso insistente não consiga ser disfarçado.

Estou pronta para marcar uma reunião com a equipe e informar sobre a nova hierarquia.

Igor não vai acreditar.

Mas essa nem será a maior surpresa do dia.

Porque, quando chegarmos em casa...

Teremos uma nova hierarquia lá também.




Próximo Capítulo 👉

👈 Capítulo Anterior


Comentários

  1. Estou adorando e curiosa pra ver ela colocando o maridinho pra fazer tudo em casa (e nada mais justo que um uniforme de empregadinha)

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  2. Cade o capitulo. Terça ja.

    ResponderExcluir
  3. Mais um capítulo muito bom!

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