Eu e Igor passamos o turno inteiro trocando apenas o necessário para o trabalho, mas aceito voltar para casa com ele no mesmo carro. Durante o trajeto, ele tenta puxar conversa algumas vezes, pedindo desculpas, mas respondo apenas que conversaremos quando chegarmos.
Ainda não quero revelar nada do que pretendo fazer.
Por fora, mantenho uma postura fria e séria. Por dentro, porém, meu coração bate forte de nervosismo, enquanto minhas mãos suadas apertam a alça da bolsa onde escondi a pequena gaiola de metal.
Assim que chegamos em casa e fecho a porta atrás de nós, vou direto para o sofá da sala e me sento, colocando a bolsa ao meu lado.
"Vem. Vamos logo resolver isso", digo, com firmeza.
Igor hesita por um instante, visivelmente tenso, mas acaba se sentando ao meu lado, mantendo uma distância respeitosa. Esfrega as mãos nas coxas, sem saber para onde olhar.
Respiro fundo, tentando controlar o próprio nervosismo.
Ainda não sei como vou contar que quero que ele use o dispositivo que Roberto me deu. Pensando bem, nem posso mencionar que Roberto está envolvido nisso.
"Quero que você me explique direito essa história de pornografia", começo, encarando-o diretamente. "Você saiu da cama nas últimas três noites, quando achava que eu estava dormindo. Imagino que isso aconteça com frequência."
Igor me olha ainda mais surpreso. Ainda não sabia que eu tinha reparado que saiu das outras vezes.
Envergonhado, abaixa a cabeça.
"Eu... bem... sim." Ele hesita antes de continuar. "É um hábito que tenho desde sempre. Eu não gosto disso. Me sinto culpado assim que acabo. Achei que conseguiria parar quando me casasse. De verdade."
"Mas você não parou", corto, sem suavizar o tom.
Ele assente devagar, sem coragem de me encarar.
"Não... mas agora eu vou parar. Eu juro. Foi um erro. Me desculpa."
Uma mistura de raiva e tristeza aperta meu peito.
As desculpas dele parecem sinceras, mas eu sei que preciso ser firme.
"Isso não é um simples hábito, Igor", digo, mantendo a voz controlada. "Isso é um vício. Você não vai conseguir parar de uma hora para outra. Não sem algum tipo de intervenção."
Ele ergue um pouco o olhar.
"Eu sei, amor... Mas talvez eu possa ir diminuindo aos poucos até..."
"O quê?!" Eu o interrompo imediatamente, a voz agora alta. "Você ainda está pensando em continuar se masturbando?"
"Não! Não!", ele responde depressa, quase em pânico. "Eu me expressei mal. Eu vou parar. Já parei."
Permaneço em silêncio por alguns segundos, observando seu desconforto. Minha voz sai mais calma quando volto a falar.
“É exatamente isso que eu imaginei. Você não tem nenhum controle sobre isso.”
Ele abaixa a cabeça novamente.
Engulo em seco, sentindo o coração martelar no peito.
Minhas mãos tremem levemente quando abro a bolsa ao meu lado e retiro a pequena gaiola de metal. O objeto reluz sob a luz da sala.
Igor arregala os olhos, claramente confuso.
“Por isso… agora eu quero que você entregue esse controle para mim.”
Ele alterna o olhar entre o dispositivo e o meu rosto, sem compreender.
"Isso é uma gaiola de castidade", explico, esforçando-me para manter a firmeza. “Quero que você tranque o seu pênis aqui dentro. E quando formos fazer sexo, eu destranco.”
Igor me encara incrédulo, como se esperasse que eu começasse a rir a qualquer momento.
Mas sigo impassiva até ele perceber que estou falando sério.
"Amor... não...", ele murmura.
“Não?”, repito, erguendo uma sobrancelha. “Por quê? Para poder continuar se masturbando?”
“Não é isso… É que… É que…”
Sua frase fica sem conclusão.
Aproveito o silêncio.
“Eu confiava em você antes, Igor. Agora não confio mais. Só assim vou ter certeza de que você não vai continuar fazendo isso pelas minhas costas.”
Igor permanece em silêncio por longos segundos, encarando o objeto de metal em minhas mãos. Os ombros tensos denunciam o conflito estampado em seu rosto.
Por fim, seus olhos encontram os meus.
"Tudo bem...", murmura.
Ele respira fundo antes de continuar:
"Se é isso que você precisa para voltar a confiar em mim... eu uso."
Seguro o sorriso que ameaça surgir — embora eu mesma não entenda de onde ele vem — e mantenho a postura séria. Estendo a gaiola na direção dele.
“Pode colocar então.”
Igor se levanta e pega o dispositivo com mãos trêmulas. Passa alguns instantes analisando como funciona, respirando fundo antes de abaixar parcialmente a calça.
Primeiro ajusta o anel ao redor dos testículos, cuidadoso em cada movimento. Depois encaixa a pequena estrutura metálica sobre o pênis flácido.
Ouço o clique do fecho.
Quando termina, ele estende a pequena chave prateada na minha direção, o rosto completamente vermelho de vergonha.
Observo seu pênis atrás das barras de metal enquanto ele tenta ajustar ao equipamento.
É estranho… mas curiosamente excitante.
Há algo fascinante na forma como o aço o envolve por completo, deixando-o completamente impotente.
Levo a mão até lá, tocando a superfície fria com cautela, explorando-a com curiosidade.
Igor prende a respiração.
'“Dói?”, pergunto, intrigada.
Ele balança a cabeça em negativa.
Meus dedos continuam deslizando sobre as barras metálicas.
Aos poucos, percebo uma mudança sutil. O pênis dele começar a inchar dentro da gaiola, mas encontra apenas a resistência inflexível do metal.
Um som baixo escapa de seus lábios.
O calor que se espalha pelo meu ventre me pega de surpresa.
Aperto as coxas involuntariamente.
Sem conseguir me conter, desço a outra mão e me toco levemente por cima da saia.
Igor me surpreende ao se ajoelhar diante de mim.
Seus dedos trêmulos encontram a barra da minha saia antes de deslizarem lentamente para baixo, levando a calcinha junto.
O que ele está fazendo?
Eu não vou destrancá-lo agora...
Meu fôlego falha, mas não o impeço. Permaneço imóvel enquanto, pouco a pouco, minhas roupas caem aos meus pés, deixando-me completamente exposta.
Antes que eu possa dizer qualquer coisa, Igor aproxima o rosto e encosta a boca quente no meu sexo.
“Ahh…”, gemo, surpresa.
Ele nunca havia feito isso. Nem na lua de mel. Eu nem imaginava que seríamos o tipo de casal que faria esse tipo de coisa…
Mas agora, eu quero.
É delicioso.
A língua dele desliza entre meus lábios, explorando desajeitada no começo, antes de ganhar confiança. Cada movimento encontra meu clitóris sensível, arrancando arrepios que se espalham pelo meu corpo inteiro.
Enquanto a língua dele trabalha, imagens invadem minha mente: as do site que Igor estava vendo, o homem negro investindo contra a garota branca, do meu salomão e da minha Sulamita — de mim e de Roberto.
Imagino o corpo dele sobre o meu. Forte. Dominador. O peso de sua presença me prendendo ao colchão enquanto ele enterra o pau grosso dentro de mim. Exagerado, como aqueles de mentira que Igor assistia.
Meus gemidos ficam mais audíveis tanto na minha cabeça quanto no mundo real, fazendo Igor aumentar sua pressão, suas chupadas e lambidas vem com mais fome, pressionando forte contra meu clitóris.
Meu corpo estremece. Começo a gemer ainda mais alto, rebolando contra o rosto do meu marido. Mas é o pênis de Roberto me rasgando que me faz sair de mim.
Aquela sensação poderosa sobe novamente, igual à que senti sozinha no quarto naquele dia — talvez até mais forte. Uma onda quente explode em meu ventre, intensa e avassaladora, fazendo minhas pernas tremerem sem controle.
O prazer se espalha por todo o meu corpo, intenso e profundo. Minha respiração falha. Os dedos dos pés se curvam. Minha visão fica turva. Escorro na boca de Igor enquanto espasmos tomam conta de mim.
Quando a onda de prazer finalmente diminui, abro os olhos.
Igor continua ajoelhado diante de mim, me encarando com as bochechas molhadas.
Uma pontada de culpa atravessa meu peito por ter fantasiado com Roberto durante o ato. Mas logo lembro de todos os anos que Igor me enganou. A culpa desaparece tão rápido quanto veio.
Vamos dormir com ele ainda preso.
Já deitados, Igor se aproxima para me dar um beijo.
Correspondo, sentindo meu próprio gosto e aroma na boca dele — um sabor íntimo e agradável de um prazer intenso.
A mão dele desliza pela minha coxa, subindo devagar, numa tentativa silenciosa de me convencer a destrancá-lo.
Seguro seu pulso antes que ele vá mais longe.
"Ainda não", digo, num tom firme.
Solto sua mão e me afasto alguns centímetros.
"Boa noite."
Mesmo tentando resolver as coisas, ainda estou muito brava com ele.
Próximo Capítulo (Em Breve)





Adorei!!
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