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Domada com Vara - Capítulo 11: Por Um Fio

Chegou a ser quase engraçado vestir a calcinha no Jonas.

O pequeno volume formado sob o tecido rosado e delicado cria um contraste curioso.

Algo entre o ridículo e o irresistivelmente fofo.

Como se o material de renda fosse uma cobertinha para o seu pintinho descansar com mais conforto.

Mas eu sei que conforto é a última coisa que existe ali.

Se na frente Jonas tem que suportar o incômodo da gaiola lhe apertando. Também atrás, o fiozinho da calcinha está parecendo algo difícil de lidar.

Ainda me estranha Jonas aceitar esse tipo de coisa.

Talvez o fato de ser sábado tenha ajudado. Pelo menos hoje ele não precisa sair para trabalhar desse jeito.

Mas a verdade é que existe outro motivo muito mais importante.

A esperança.

A esperança de que, em algum momento, eu vá libertá-lo.

Coitado.

Mal sabe ele que essa chave já nem está mais sob minha posse.


Agora estamos assistindo a um filme na Netflix.

Jonas finalmente desistiu de implorar pela própria liberdade. A luz azulada da televisão recorta nossos corpos aconchegados no sofá.

Com ele encostado em mim, deslizo a mão distraidamente por cima da sua calcinha.

É engraçado sentir a pequena rodelinha úmida que se forma na ponta do tecido fino. 

Faz tão poucos dias desde que o tranquei. É curioso perceber o quanto ele já está necessitado.

De repente, três batidas fortes ecoam pela casa.

Nós dois damos um pulo no sofá. O ar entre nós parece ficar mais pesado.

"Olá, vizinhos..."

A voz simpática de Damien atravessa a porta.

Grave.

Infiltrante.

Meu coração acelera imediatamente.

Jonas parece ainda pior.

Quase por instinto, puxa a bermuda até a altura do umbigo.

"Só um minuto...", respondo para completo desespero dele.

Seus olhos estão dilatados de pânico.

"Amor, por que você respondeu?!"

Também estou aflita, mas sei que vai ser ainda pior deixá-lo esperando do lado de fora.

"Não sei, amor. Deve ser o vizinho da frente."

Tento soar natural.

"Talvez ele esteja precisando de alguma coisa. Uma xícara de açúcar ou sei lá."

Jonas fica ainda mais tenso quando me levanto do sofá. O medo de que o vizinho descubra o segredo delicado escondido sob a bermuda quase transborda em seu olhar.

"Olá", digo com naturalidade ao abrir a porta.

Mas encaro Damien com os olhos arregalados, como dizendo: 'O que diabos você está fazendo aqui?'

Ele ignora completamente minha expressão e sorri.

"Boa tarde, minha linda. Tudo bem?"

Sua voz é calma, sem receio.

"Por acaso o seu marido está aí?"

Antes mesmo que eu consiga responder, Damien inclina levemente o corpo e olha para dentro da sala, encontrando Jonas no sofá.

"Ah... lá está ele."

Um sorriso cordial surge em seus lábios.

"Boa tarde, amigo. Preciso de um homem forte para me ajudar com algumas caixas pesadas. Faz essa boa?"

Vejo um pequeno caminhão estacionado na entrada da casa de Damien. Não faço ideia do que se trata.

Jonas abre a boca, mas nada sai. O silêncio se prolonga de um jeito constrangedor.

"Algum problema?" Damien pergunta por fim. "Será que eu devia ter pedido para a sua mulher?"

Jonas pisca algumas vezes antes de finalmente encontrar a própria voz.

"N-Não... claro que não..." Ele engole em seco. "É que... eu não sei se é a melhor hora..."

Damien volta a me encarar com um olhar que mistura ironia e desafio.

"Oh, perdão." O canto da sua boca se curva em um sorriso discreto. "Estou atrapalhando a intimidade do casal?"

Meu coração dispara. Não acredito que Damien revelaria nossos encontros, mas também sei que ele não costuma reagir bem quando é contrariado.

"Magina", respondo depressa. "Você não está atrapalhando nada."

Então volto minha atenção para Jonas.

"Por que você não vai ajudar o nosso vizinho, amor?"

Forço um sorriso tranquilo.

"Nós já assistimos esse filme tantas vezes. Não custa nada ser simpático."

Jonas me encara com os olhos arregalados. O pânico é evidente.

A preocupação de que o vizinho descubra a peça feminina escondida sob suas roupas quase transborda em sua expressão.

Mal sabe ele que Damien já conhece esse segredo. E que, muito provavelmente, só está aqui por causa dele.

"B-Bem... t-tudo bem. Não custa nada ajudar...", Jonas responde, vencido.

Ele se levanta do sofá com um cuidado exagerado, ajeitando a bermuda mais uma vez para garantir que a calcinha permaneça escondida.

Observo os dois seguirem em direção ao caminhão para descarregar as caixas. Pela janela da sala, consigo acompanhar parte da movimentação.

Ao que tudo indica, Damien está montando uma pequena academia, provavelmente naquele quarto vazio ligado à sala.

Assistir a cena é um pouco constrangedorFica evidente que Jonas está muito mais atrapalhando do que ajudando.

Enquanto ele arrasta caixas relativamente pequenas pelo chão, Damien passa pela entrada carregando equipamentos muito maiores apoiados nos ombros.

Sem demonstrar esforço. Sem sequer perder a postura tranquila de sempre.

Ele não perde a oportunidade de provocar meu marido. Conversas constrangedoras fluem, com um nível de intimidade que não existe.

"Me diga, parceiro, agora que sua mulher não tá vendo… O que tá achando da mulherada daqui?"

Jonas se esquiva.

"Ah... sabe como é..."

Ele solta uma risada sem graça.

"Como sou casado, não me preocupo muito com isso."

“Ah, para com isso.”

Damien pressiona.

"Me diz aí. Como é a mulher perfeita pra você?"

Jonas se esquiva de novo.

“Bem… eu já tenho a Agnes, né? Ela é perfeita para mim.”

Damien ri. Uma gargalhada grave que ecoa pelo quintal.

"Tá certo."

Então ele apoia uma das caixas no chão.

"Vou te falar como eu gosto das minhas bisca."

Damien começa a descrever.

Magrinha.

Pele clara.

Cabelos escuros.

Olhos verdes.

Tudo não coincidentemente igual a mim.

Mas ele não para.

Continua acrescentando detalhes cada vez mais específicos.

Específicos demais.

Íntimos demais.

Descreve seios medianos que enchem as suas mãos.

Com mamilos curtos e de pouca cor.

Buceta depilada e rosada.

Poucos lábios.

Clítoris facilmente aparente com um pouco de estímulo.

Tudo descrevendo exatamente como eu sou.

Um calor pulsa entre minhas pernas.

Quase com vontade própria, minhas mãos deslizam para cintura e abrem minha calça.

Começo a me tocar, assistindo ele humilhar o meu marido.

Descrevendo sua mulher sem que ele perceba.

Ele conta como gosta de foder uma vagabunda desse tipo.

Fala em detalhes como os lábios rosados se esticam ao máximo ao redor do seu pau grosso.

Quase rasgando de tão apertados.

Como os pequenos seios balançam frenéticos.

Soltos no ar.

Enquanto ele arregaça a puta com vontade.

Constrangido, Jonas apenas ajusta sua bermuda, e segue com as caixas.

Evita olhar diretamente para Damien.

Evita comentar qualquer coisa que não sejam murmúrios e monossílabos.

Em certo momento, enquanto está agachado tentando erguer uma das mais pesadas, Damien desfere um tapa forte na sua bunda.

O som estala pelo quintal. Seco como um chicote.

Um espasmo mais intenso atravessa meu clitóris no mesmo instante.

Meus dedos aceleram entre as pernas.

A caixa cai.

Jonas dá um pulo na hora.

As mãos voam imediatamente para a bermuda, puxando o cós para cima numa tentativa desesperada de esconder o elástico da calcinha.

A vermelhidão toma conta do seu rosto. Enquanto Damien apenas ri, se fazendo de desentendido.

"Opa, calma amigo, foi só uma brincadeira…"

Jonas solta uma risada nervosa.

"He he... pois é... você me pegou de surpresa..."

Damien mantém o sorriso tranquilo.

"Como é bom ter mais intimidade com os vizinhos, não é?"

Ele dá um tapa nem tão leve no ombro de Jonas, fazendo-o cambalear.

"Vamos. Eu te ajudo com essa."

Ele se inclina e pega a caixa que Jonas deixou cair, erguendo-a com facilidade antes de levá-la para dentro da casa.

Jonas aproveita a breve ausência para ajustar a bermuda mais uma vez. O gesto nervoso já se tornou quase automático.

Quando Damien retorna, está com o celular nas mãos.

Aproxima-se de Jonas, que já tenta retirar outra caixa do caminhão.

"Ei, amigo, acabei de receber uma ligação do trabalho e vou precisar retornar."

Ele aponta na direção da casa.

"Deixei uma caixa aberta naquele quarto. São alguns halteres. Vai colocando no suporte enquanto eu faço a ligação, pode ser?"

Jonas aceita imediatamente.

O medo de ser descoberto é tanto, que parece até aliviado de se livrar dele.

Ele segue para dentro da casa e desaparece da minha vista.

Damien se afasta alguns passos.

Mas não volta para o caminhão.

Meu coração acelera no mesmo instante em que o vejo mudar de direção.

Ele apoia as mãos no muro que separa nossas casas e pula para o meu quintal.

O ar parece fugir dos meus pulmões.

Saio da janela às pressas.

Fechando a calça pelo caminho, correndo até a entrada.

Abro a porta antes que Damien tenha a chance de bater.

"O que está fazendo aqui?! Vá embora!"

Mas Damien não me escuta.

Começa a tirar as roupas com a porta ainda aberta.

Não é possível. Esse cara é maluco.

Quando percebo, ele já está diante de mim.

Completamente nu.

Seus dedos se fecham nos meus cabelos, guiando-me pela casa enquanto tento acompanhá-lo com a respiração curta.

"Damien, espera..."

Ele me conduz até o sofá.

Com movimentos firmes, abaixa minha calça e a calcinha juntas até a altura das coxas antes de me posicionar inclinada sobre o estofado.

O pânico aperta meu peito.

"Damien, não! O Jonas pode aparecer!"

A palma da mão encontra uma das minhas nádegas com força.

O ardor explode sobre a pele ainda sensível pela surra do dia anterior.

Antes que eu consiga me recuperar, outro tapa atinge o outro lado.

"Damien!"

Seu pênis entra dentro de mim.

E começa a bombar minha entrada em um passo já acelerado.

"Já tá bem molhadinha, hein, puta?"

A voz grave provoca um arrepio imediato na minha espinha.

"O que você estava fazendo?"

Não respondo.

Apenas me entrego às investidas.

Os gemidos escapam baixos e contidos, abafados contra o estofado para que Jonas não os escute a poucos metros dali.

Damien me toma sem qualquer delicadeza, os dedos fechados nos meus cabelos enquanto dita o ritmo que quer impor ao meu corpo.

O pau grosso desliza fácil, lubrificado pelo meu tesão.

Meu coração bate tão forte quanto o medo que aperta meu peito.

Cada movimento parece alimentar os dois ao mesmo tempo.

O prazer cresce rápido demais.

Intenso demais.

Uma onda quente atravessa meu corpo, arrancando de mim um orgasmo forte e silencioso, minhas pernas estremecendo enquanto tento desesperadamente não fazer barulho.

Ele me acompanha pouco depois.

Jatos quentes me enchem por completo.

Com o leite ainda respingando dos meus lábios, Damien vira as costas e começa a colocar as roupas.

"Damien..."

Sussurro, mas ele já está caminhando em direção à porta, atravessando enquanto ainda passa a camisa pelos seus braços.

"Ei, amigo! Sua esposa está chamando!"

Meu coração despenca.

"Filho da puta!"

O amaldiçoo em um grito sufocado, mas Damien não está mais ali.

Puxo a calcinha de volta para o lugar.

Fecho a calça às pressas.

Tento arrumar o cabelo enquanto corro até a entrada da casa.

Não demora muito e vejo Jonas se aproximando.

"Oi, amor... você me chamou?"

"É... sim..."

Tento manter a voz estável.

"Você estava demorando, e eu queria saber se estava tudo bem..."

Jonas me encara por alguns segundos.

"E você pediu para o vizinho me chamar?"

Meu coração falha uma batida.

"S-Sim..."

Desvio o olhar por um instante antes de voltar a encará-lo.

"Ele estava aqui na frente, falando no telefone. Acho que era alguma coisa do trabalho. Quando desligou, eu perguntei sobre você... e ele gritou te chamando."

Jonas permanece em silêncio por um instante.

Então sua expressão relaxa aos poucos.

Respiro aliviada quando ele muda de assunto.

"Nossa, amor... essas suas brincadeiras têm que parar."

Ele ajusta discretamente a bermuda.

"Já imaginou se o vizinho me vê de calcinha?"

"Eu também fui pega de surpresa, amor..."

Jonas solta o ar pelo nariz.

"Bom... acho que no fim deu tudo certo. Ele disse que não precisa mais da minha ajuda."

Inclino a cabeça na direção dele.

"Ai, que bom..."

Abro os braços em sua direção.

"Agora eu quero o meu maridinho só para mim."

Jonas se aproxima para um beijo caloroso.

E eu correspondo tentando disfarçar a preocupação.

O leite espesso de Damien ainda lotado dentro de mim.




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