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Domada com Vara - Capítulo 10: A Chave

Mesmo depois de eu terminar o boquete diferenciado que fiz em Jonas, ele continuou implorando para destrancá-lo para um orgasmo.

Mas eu não cedi.

Foi fácil trancá-lo na gaiola, mas Damien exigiu que Jonas precisava permanecer trancado, e eu não podia correr o risco de libertá-lo e depois não conseguir convencê-lo a aceitar aquilo novamente. Então o obriguei a dormir assim.

Hoje pela manhã, ele tentou outra vez.

Primeiro vieram os carinhos.

Os beijos no pescoço.

O tom doce e paciente característico de quem quer alguma coisa.

Mas não demorou para os pedidos começarem.

E, quando percebeu que também não funcionaria, os pedidos viraram súplicas.

E quando nego todas elas ele já fica mais desesperado.

"Amor..."

"Por favor..."

"Eu não posso ir para o trabalho com esse negócio..."

A voz carregava um desespero quase infantil.

"Por favor..."

Neguei novamente.

Fiz um carinho em seu rosto, beijei sua testa e disse que era para o bem dele.

Jonas acabou saindo para o trabalho cabisbaixo.

O remorso apertou meu peito por alguns instantes enquanto eu o observava partir.

Mas a sensação não durou muito.

Logo foi substituída pela excitação de me arrumar para me encontrar com Damien novamente.

Já estou em frente à casa dele. Ansiosa pela minha dose diária de rola preta.

Damien abre a porta com um sorriso satisfeito.

A pergunta vem imediatamente:

"Trancou o corno?"

Desvio o olhar para o céu.

Me sinto um pouco ridícula ao admitir que sucumbi a isso.

"Tranquei..."

"Ótimo. Me dê a chave."

Fecho a cara confusa com o pedido absurdo e respondo como se fosse óbvio:

"Eu não estou com a chave."

"Vá buscar, então."

A raiva por receber mais uma ordem me faz subir o tom.

"Eu não vou te dar a chave da gaiola do meu marido!"

O clima muda instantaneamente.

Damien avança antes mesmo que eu consiga reagir.

Sua mão prende meu torso com firmeza, os dedos cravando na carne através do vestido.

No instante seguinte, minha saia é puxada para cima.

O primeiro tapa vem forte.

Depois outro.

E mais outro.

As pancadas na minha traseira vem muito mais pesadas do que as que recebo nos nossos momentos de amor.

A dor se espalha queimando pela pele sensível.

"Ai!"

Tento me soltar, sem sucesso.

"Ai! Damien! Para!"

Meu corpo se contorce inutilmente contra o agarrão.

"Ai!"

Ele me vira de frente para ele, o dedo indicador quase encostando no meu rosto.

Os olhos escuros parecem arder de irritação.

"Eu cansei dessas suas respostinhas."

Sua voz sai baixa, muito mais intimidadora do que um grito.

"Você vai pegar essa chave. E vai agora."

Saio imediatamente, massageando as nádegas doloridas.

Meu olhar corre de um lado para o outro, receosa que algum vizinho possa ter me visto apanhando.

O condomínio permanece tranquilo sob o sol. As árvores balançam devagar com o vento.

Acho que ninguém viu.

O alívio vem misturado com a humilhação enquanto apresso o passo até em casa.

Poucos instantes depois, pego a chave guardada no armário.

Volto sem perder tempo.

Ao entregá-la, mantenho os olhos fixos na pequena peça de metal.

Não consigo nem olhá-lo nos olhos enquanto o faço.

"Obrigado, princesa."

Ele leva a mão ao meu queixo e ergue meu rosto com gentileza, tentando me obrigar a encará-lo.

Mas fecho meus olhos, enraivecida.

"Olhe para mim quando eu estiver falando com você."

Sua voz permanece séria, mas serena. Meu olhar se abre no mesmo instante.

Damien sustenta meu olhar por alguns segundos.

Então me puxa para um beijo carinhoso. Os lábios macios pressionam os meus.

Fecho os olhos novamente, agora para apreciá-lo.

Meu corpo relaxa aos poucos junto ao dele. O ardor nas nádegas ainda está presente, mas entre seus braços, parece até combustível para a minha excitação. 

Logo depois do beijo, entro em sua casa para fazer o que fazemos de melhor.

Meu corpo mais uma vez rendido ao dele.


Depois de Damien quase me quebrar ao meio, descanso em sua cama.

Minha respiração ainda sai pesada depois de tantos orgasmos.

O corpo mole e suado está grudando levemente no lençol macio.

O quarto permanece impregnado pelo cheiro de sexo, suor e daquela colônia forte dele que sempre me deixa zonza.

Observo Damien se levantar da cama.

Vai até o canto do quarto e recolhe minha calcinha do chão.

A peça delicada contrasta com sua pele escura e musculosa.

Rosinha.

Quase inocente à primeira vista.

Mas de um corte muito mais ousado do que seus adornos tão delicadinhos deixam supor.

Atrás, um único fio se estende, ligando-se ao elástico por um pequeno lacinho de cetim.

Foi a calcinha que escolhi com cuidado para me apresentar a ele...

E que permaneceu tão pouco tempo no meu corpo.

Damien se aproxima e me entrega a peça.

"Princesa, mande o corno usar essa calcinha amanhã."

Fecho os olhos imediatamente.

Solto o ar com força pelo nariz.

Mais uma vez minha paz vai embora em questão de instantes.

"Por que você fica pedindo para eu fazer essas coisas, hein?"

Já nem tento recusar.

Tentei muitas vezes antes e sempre acabei cedendo.

Mesmo assim fico preocupada, cada nova ordem que Damien me dá parece mais perigosa do que a anterior.

Damien se senta ao meu lado na cama e leva uma das mãos ao meu rosto.

Então se inclina e deposita um selinho carinhoso nos meus lábios.

Um arrepio percorre meu corpo ainda sensível.

"Seu marido é um frouxo, meu amor."

A resposta vem com a mesma tranquilidade de sempre.

"E maridos frouxos precisam desse tipo de coisa."

Abro um meio sorriso de nervoso.

Aqueles olhos negros sempre têm um efeito sobre mim.

"Eu vou tentar…"

Um pequeno sorriso surge no canto dos seus lábios.

"Você vai conseguir."

Ele se aproxima para continuar o beijo.

Um beijo ardente que logo vira o segundo turno da nossa tarde de amor proibido.




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Comentários

  1. Muito bom, acho que o corninho vai usar calcinha, eu não sei como vc consegue, todos o contos são magníficos, os outros capítulos mais de uma vez, vc tem o dom menina.

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    1. # ja li os outros capítulos mais de uma vez, sempre com a mesma emoção

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  2. Adorando!! Você escreve muito bem! Quero ver o corninho de calcinha fio dental

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  3. É muito bom essa história pena que os episódios são curtinhos

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  4. Cuidado Galera, esses contos podem causar dependência, para mim já é tarde, eu fico contando os dias para o próximo, leio bem lento, para durar mais, brincadeiras a parte, adoro tuas histórias Zur, minha amiga, vc é demais parabéns.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. ❤️ escutar essas coisas só me faz querer escrever mais

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  5. Galera, hoje é terça-feira, ja dobrei a dose diária de remédio kkk, agora entramos na contagem regressiva para o próximo conto, eu sei que só sairá a noite, mais de hora em hora dou uma olhada, vai que ...

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  6. Realmente os contos são ótimos. Pena que venham "à conta gotas". Em doses homeopáticas semanais... rs

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