Ajeito o fio da calcinha com cuidado entre minhas nádegas, vermelha e sensual, a sensação da renda fina roçando minha pele é esquisita para mim. Faz tempo que não uso algo parecido para o meu marido, e isso só piora minha culpa.
Mas Damien está decepcionado comigo.
E, por mais absurdo que isso pareça, eu quero compensar.
Vou para o jardim no horário habitual. Não levo nada dessa vez; minha saia e a blusinha claramente não são adequadas para jardinagem.
Mesmo assim, fico ali esperando.
Meu coração acelera no instante em que escuto o portão da casa ao lado.
Damien caminha devagar pela entrada. Seus olhos encontram os meus no mesmo instante, escuros, intensos, me atravessando daquela maneira que faz meu corpo inteiro estremecer.
Ele olha.
Continua olhando.
E entra em sua casa sem dizer uma palavra.
Dessa vez não hesito. Atravesso o jardim quase sem pensar, sentindo as pernas leves demais enquanto dou a volta pelo portão e sigo até sua casa.
Meu coração está batendo forte demais quando bato na sua porta.
Ele abre.
Damien já está só com uma cueca vermelha, a protuberância avantajada se fazendo evidente sob o tecido fino. Preciso morder discretamente o lábio para controlar o calor que sobe pelo meu corpo.
Sem dizer nada, ele apenas se afasta um pouco, me dando espaço para entrar.
Assim que passo por ele, escuto a porta se fechando atrás de mim.
Mal tenho tempo de me virar completamente antes de sentir Damien me puxando pela cintura. Sua boca encontra a minha num beijo quente e possessivo, sua língua invadindo a minha boca como se a possuísse.
Sinto as mãos dele descerem pelas minhas costas até a cintura, apertando meu corpo contra o dele sem nenhuma delicadeza. Os dedos deslizam para baixo da minha saia devagar, encontrando a renda fina da calcinha.
Ele para o beijo por um instante, traça lentamente o caminho do fio entre minhas nádegas, suas feições demonstrando aprovação.
Afasta meu rosto me puxando pela nuca, o movimento bruto me fazendo arfar. Mantida firme entre seus dedos, meus olhos são obrigados a permanecerem nos dele.
Sinto um dedo deslizando lentamente mais para baixo, e então vem uma pressão sobre o fiozinho, bem na região que cobre meu ânus.
Dou um pequeno pulo involuntário, surpresa com o contato. Mas continuo ali, semi-imobilizada nos braços dele.
"Você já deu esse cuzinho?"
Ele questiona, calmo demais.
Meu rosto aquece imediatamente.
"Não! Jonas nunca nem me pediu!" Respondo agitada com a pergunta indiscreta.
"Claro que não. Seu marido é um corno frouxo. Estou perguntando antes dele, ou com algum outro amante."
Suas palavras são tão naturais que nem parecem um ataque. Eu logo defendo a minha honra.
"Eu nunca tive outro amante!"
Damien ignora minha exaltação.
"Não, então?"
"Não."
"Hoje você vai dar."
Sua confiança faz um arrepio atravessar minhas costas.
"Não, Damien... eu não estou pronta..."
Ele me encara com firmeza, a ponta do seu dedo médio ainda acariciando minha borda. Então ele diz, de maneira assertiva mas com um carinho que ainda não tinha sido apresentado:
"Minha princesa, eu tenho poucas certezas na minha vida. Mas uma delas é que eu vou tirar a virgindade desse seu cuzinho apertado hoje mesmo."
Meu sexo arrepia de excitação, o latejar crescendo, mas mesmo assim estou receosa.
Tento fazer a cabeça dele.
"Damien, meu lindo. Eu quero muito. Mas tenho receio... eu nunca fiz isso antes... e o seu pau... ele é muito grande... Tenho medo de machucar e…”
"Fique tranquila, meu amor."
Ele interrompe meus choramingos num tom baixo e seguro.
"Vou cuidar desse seu rabinho com muito carinho. Mal vai doer... o prazer vai chegar bem rápido."
Ainda preocupada, tento novamente:
"Eu não sei... Porque você não come a minha bucetinha? Quem sabe outro..."
"Não." Damien me corta, mais ríspido agora. Me calo. "Você ainda está de castigo."
Sem pedir novamente, ele me segura pela nuca com firmeza e empurra meu rosto contra o balcão frio da cozinha, o granito gelado colando na minha bochecha.
Minha saia já foi parar no chão, meu corpo fica dobrado sobre a ilha, a bunda empinada e exposta.
Sinto seu volume semirrígido, ainda contido na cueca, roçando contra mim — o diâmetro largo se acomodando no espaço da minha fenda, pesado e imponente.
A outra mão desliza pela minha coxa, a cada movimento dele, meu corpo lateja, num misto de medo e excitação que me faz corar.
Ele dá um tapa forte na minha nádega esquerda. O impacto ecoa seco, a ardência súbita me faz gritar.
Enquanto eu ainda administro o fogo na pele, ele segue pela minha coxa, agora com mais pressão, os dedos ásperos subindo e descendo firmes, e exige com voz grave:
“Pede.”
Digo baixinho, ainda receosa, mas já cheia de tesão:
“Come meu cuzinho…”
Ele lasca mais dois tapas fortes. O ardor explode de novo. Dou um gritinho agudo e, depois de respirar fundo peço quase implorando:
“Come meu cuzinho! Come meu cuzinho, por favor!”
Repentinamente, Damien me ergue pelos joelhos com facilidade, me posicionando de bunda erguida sobre o balcão.
Ele dá um beijo quente na região, ainda por cima da calcinha, depois a abaixa até os joelhos, voltando com o contato direto para a pele nua.
Sua língua habilidosa circula meu ânus, lambendo com pressão precisa, molhada e quente.
Jonas nunca chegou perto do meu ânus — nem ele, nem ninguém. O toque é mágico, delicado e ao mesmo tempo obsceno.
Meu corpo inteiro se arqueia, um arrepio violento sobe pela espinha e meu clitóris lateja forte, como se cada lambida enviasse ondas de prazer imediatamente para o meu ventre.
Ele leva o dedo médio à entrada, circula as pregas umedecidas com saliva e começa a inseri-lo devagar.
O alongamento é estranho, uma pressão lenta e crescente que me faz prender a respiração.
O prazer começa a se infiltrar devagar, especialmente quando a outra mão dele vai aos meus lábios, dois dedos abrindo e estimulando o clitóris enquanto o dedo do meio invade fundo meu ânus, girando, dilatando as paredes apertadas.
Sinto cada milímetro me preenchendo, a pressão interna crescendo num calor diferente e profundo, o prazer do clitóris se mistura com essa sensação nova, me fazendo gemer baixinho contra o granito frio.
Ele para abruptamente e me pega no colo, como se eu não pesasse nada, carregando meu corpo mole e trêmulo com facilidade.
Antes que eu perceba estou passeando pela sua casa feito uma criança, sobe as escadas até o quarto, e me coloca de quatro sobre sua cama.
Damien dá mais uma lambida no meu ânus, o enchendo de saliva. Então se posiciona atrás de mim, o pau negro e grosso roçando minha entrada.
“Prepara que eu vou meter”, diz, pressionando a cabeça contra o anel apertado.
Eu prendo a respiração preocupada e solto um grito contido ao sentir a invasão.
O corpo se agita sozinho, tentando escapar da grossura que me estica além do limite, centímetro por centímetro, o alongamento queimando como fogo.
“Ai! Não vai dar… Damien, ai… não vai caber!”
“Shh shh… vai dar sim, princesa. Relaxa pra mim.”
Ele murmura tranquilizador, mas me segura pelo braço com firmeza, usando-o como apoio, meu rosto caindo para o colchão.
Mesmo com o corpo tremendo, ele continua entrando devagar, segurando-me no lugar enquanto ganha intensidade aos poucos.
A queimação inicial começa a ceder devagar, transformando-se numa pressão quente que se espalha pelo meu corpo.
Cada movimento cuidadoso dele faz meu corpo se acostumar, o ardor dando lugar a uma sensação estranha e profunda, como se algo dentro de mim estivesse sendo despertado pela primeira vez.
Minha respiração fica mais pesada, os gemidos saem misturados com suspiros, e um calor diferente começa a subir pela espinha, lento, quase tímido no começo.
Damien percebe minha reação, e sobe de pé em cima da cama, acima de mim, voltando a me penetrar mais vertical, mais fundo, mais intenso.
Cada estocada agora desce como um martelo, batendo direto bem no fundo, o ângulo fazendo a grossura me abrir inteira. Sinto cada veia, cada pulsação, o pau me rasgando e preenchendo ao mesmo tempo, o ardor inicial virando um fogo que sobe pela espinha e explode no peito.
Ele se despluga de mim por um instante, vai para o meu lado e ergue minhas pernas.
Eu o ajudo, colocando a mão atrás dos joelhos, abrindo-me toda. Meu cuzinho arrombado pisca, ainda latejando, como se pedisse para voltar a recebê-lo.
Ele coloca novamente, devagar, só para eu degustar sua grossura. O ritmo é lento, até carinhoso — sei que não vai durar muito.
E realmente não dura.
Damien aumenta a intensidade subitamente, erguendo minha cabeça pelos cabelos para me fazer olhar para ele.
Sem controle, levo os dedos à minha buceta e começo a me masturbar, no mesmo ritmo frenético das estocadas.
Meus olhos se reviram nas órbitas, o corpo inteiro convulsionando. Damien grunhe rouco, baixo e animal, os olhos fixos nos meus.
Sinto seu pênis pulsar. É nesse instante que eu também atinjo o ápice, suas últimas estocadas mais lentas e escorregadias, lubrificadas pelo seu gozo.
O alívio é imediato quando Damien tira o pau de dentro de mim, a evidência de sua grossura ainda presente em meu anel dilatado.
Exausta, derrubo a cabeça no colchão, minha perna erguida está mole e trêmula, uma sensação viscosa e quente escorre pelas minhas nádegas enquanto a tensão lentamente se dissolve.
Já recostada na cabeceira, cansada mas recuperada, Damien me oferece uma bebida. Eu recuso, envergonhada por trair Jonas mais uma vez.
Levanto da cama e olho ao redor, tentando lembrar onde minhas roupas foram parar. Acho apenas o sutiã jogado perto da cama e o visto de qualquer jeito antes de seguir para procurar o restante das roupas pela casa.
Damien não parece se importar com minha recusa. Permanece relaxado na cama enquanto me observa me vestir de forma estabanada, ansiosa para sair.
Mas, quando estou prestes a passar pela porta, ele fala como quem faz um comentário qualquer:
"Aproveite o final de semana com o seu corno. Mas não dê para ele. Quero usar essa buceta na segunda e não quero ninguém tocando nela."
Congelo no meio do movimento.
Viro o rosto para encará-lo.
“Como assim? E se o Jonas quiser transar esse fim de semana?”
Damien sequer pensa na resposta.
"Não estou falando só desse fim de semana. Sua boceta agora é minha e eu não quero seu corno tocando nela."
Por um instante, fico apenas olhando para ele, tentando entender se ouvi direito.
"Espera..."
Dou uma risada nervosa.
"Você quer dizer nunca mais?"
A ideia soa ainda mais absurda ao sair da minha boca.
"Você sabe que Jonas é meu marido, não sabe? Uma hora a gente vai ter que transar.”
Ele não se abala.
“Não vai. A menos que eu permita. Se o corno quiser gozar, você pode bater uma punheta ou até usar essa boquinha. Mas a boceta agora é minha.”
Um novo silêncio se instala.
Ele realmente está falando sério.
Procuro as melhores palavras para dissuadir essa ideia maluca.
“Damien, meu querido… Eu não posso fazer isso com Jonas. Ele pode desconfiar e…”
"Você pode e você vai."
Ele me interrompe, agora sem paciência.
“Se ele desconfiar, o problema é seu. Ou se preferir, você também não precisa mais voltar.”
A ameaça me atinge imediatamente, meu estômago aperta.
"Quer saber? Tudo bem, então. Você nunca vai saber mesmo."
Respondo já irritada, quase cuspindo as palavras.
"Você vai fazer o que eu mandei. Eu sei que vai."
A serenidade dele me irrita ainda mais.
Apenas balanço a cabeça, impaciente, e saio do quarto, recolhendo minhas roupas espalhadas pela casa.
Enquanto visto a saia, porém, continuo pensando nas palavras dele.
Eu realmente poderia mentir.
Poderia ignorar essa regra idiota e Damien nunca descobriria.
A ideia me faz parar por um instante.
Então por que isso parece errado?
Não devo satisfação nenhuma a Damien. Não deveria me importar com o que ele quer.
Mesmo assim, a sensação permanece.
Depois de tudo o que aconteceu entre nós, sinto que devo respeitar o que ele me pediu. É uma exigência ridícula, eu sei. Ainda assim, parte de mim sente que precisa pagar esse pedágio. Parece necessário para eu merecer aquela deliciosa vara de ébano dentro de mim.
Termino de me vestir e solto um suspiro.
É só por um fim de semana. Depois convenço Damien a acabar com essa idiotice.
Próximo Capítulo (Em Breve)














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