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Domada com Vara - Capítulo 9: Assumindo o Papel

Visto uma lingerie preta, uma das mais sensuais que possuo.

Talvez eu a tenha usado apenas uma vez com Jonas, ainda no começo do nosso relacionamento.

O corpete estruturado abraça meu corpo com firmeza.

Os painéis de tule e os detalhes em mesh desenham minha silhueta de um jeito exagerado, marcando ainda mais a cintura que já é fina.

Os seios ficam mais sustentados, projetados para cima.

Os quadris destacados de forma quase indecente.

Das ligas presas ao corpete descem as tiras que se conectam às meias 7/8 de cor clara.

O material sedoso traz uma sensação gostosa na pele a cada movimento.

A calcinha fio dental bem fininha vem abaixo de tudo.

Essas já tenho me habituado.

São peças muito mais movimentadas na minha gaveta de calcinhas desde que comecei a me encontrar com Damien.

Nos pés, escolho os saltos mais altos que encontro no guarda-roupa.

De cor clara, parecida com a das meias, com bico fino e plataforma generosa.

É provável que agora esteja até um pouco mais alta do que Jonas.

Essa era a intenção.

Por fim, me sento diante do espelho.

Começo um maquiagem bem mais carregada do que a habitual.

Olhos esfumados em preto, lábios vermelhos como sangue.

O batom cremoso deixa uma sensação pegajosa na boca.

Encaro meu próprio reflexo por alguns segundos.

O espelho reflete uma mulher que mal reconheço.

Pronta para assumir um papel dominante que eu não tenho.

Nunca que Jonas vai aceitar usar esse dispositivo.

Mas Damien me mandou trancá-lo.

Então eu tenho que tentar.

Meu coração acelera assim que ouço o carro de Jonas entrando na garagem.

Suor brota na minha nuca, apesar do ar fresco do quarto.

Respiro fundo uma vez.

Depois outra.

E desço para recebê-lo.

O tintinar dos saltos ecoa agudo pelos degraus enquanto caminho em direção à porta.

Quando Jonas entra, seus olhos se arregalam imediatamente. Boquiaberto ao me encontrar toda sensual.

Me aproximo em uma pose intimidadoraOs quadris rebolando levemente.

Fecho a porta atrás dele ainda o encarando.

Então o conduzo alguns passos para trás, até suas costas encontrarem a parede.

Meu próximo passo nos conecta em um beijo ardente.

Suas mãos hesitantes se apoiam na minha cintura.

Enquanto tomo seus lábios com a mesma boca, que a tão pouco tempo, estava cheia com o leite de outro pau.

Depois de um beijo longo, já sentindo seu pintinho duro atrás da calça, me afasto devagar.

Jonas ainda me observa como se estivesse tentando entender o que está acontecendo.

Seus lábios e parte das bochechas carregam marcas suaves do meu batom.

Sorrio, carinhosa.

"Boa noite, meu amor..."

Ele demora um instante para responder.

"A-Agnes..."

A voz falha.

"O que é isso? Você... você está linda."

Inclino a cabeça de leve.

"Obrigada, querido."

Então estendo a mão para ele.

"Venha. Tenho um presente para você."

O conduzo em direção ao nosso quarto.

Sempre um passo à sua frente.

Quero que ele aprecie minha traseira rebolando naquele fiozinho bem encaixado.

Assim que entramos no quarto, vou direto ao ponto:

"Vamos. De quatro. Não é isso que você quer? Um dedinho na sua bunda?"

Jonas é pego de surpresa pela proposta tão direta.

Mesmo assim, um sorriso tímido surge em seus lábios, as bochechas coram quase imediatamente. Sua animação chega a ser constrangedora.

Sem dizer nada, começa a tirar a roupa. Primeiro a camisa. Depois a calça. Por fim, a cueca.

O corpo familiar vai se revelando diante de mim.

Alguns instantes depois, ele se posiciona com a bunda empinada, como temos feito nos últimos dias.

Seu pequeno pênis já endurecido, ansioso pelo meu toque.

Respiro fundo.

Tento não demonstrar o quão nervosa eu estou.

O coração continua acelerado enquanto pego o presente que Damien me deu e me sento de pernas cruzadas à frente de Jonas.

O embrulho repousa sobre minhas coxas enquanto passo os dedos levemente pelo papel.

Jonas me olha confuso.

E eu olho para ele de volta com um sorriso.

Antes que possa perguntar, começo a rasgar o papel devagar.

Pouco a pouco, a peça surge sob o plástico transparente.

O metal brilhando com a luz amarelada do abajur.

Jonas franze a testa imediatamente.

"O-O que é isso?"

Removo o dispositivo da caixa com cuidado, os detalhes da peça ficando mais evidentes.

"Meu maridinho anda muito taradinho."

Inclino a cabeça de leve.

"Então resolvi comprar uma gaiola para trancar esse pau."

O efeito é imediato.

Jonas pisca algumas vezes.

Depois encara novamente o objeto.

"Trancar?"

A palavra sai engasgada.

Sua bunda erguida combinada com o olhar amedrontado deixa a cena ainda mais patética.

"Amor, não... eu..."

Levanto uma das mãos antes que ele termine.

"Shh..."

Minha voz sai surpreendentemente calma.

"Você quer um dedinho na bunda, eu sei. Fica tranquilo. Isso eu ainda vou te dar."

Aproximo a gaiola alguns centímetros mais perto do seu rosto.

"A única diferença é que esse piru atrevido vai ficar trancadinho para mim."

Prendo a respiração enquanto me levanto da cama e contorno seu corpo, me posicionando atrás dele.

"Mas... amor..."

Ele ainda protesta, mas a voz sai insegura.

Não respondo, sigo em frente como se não tivesse escutado.

E surpreendentemente ele segue na posição.

Contrariado.

Nervoso.

Mas sem tentar me impedir.

Seu corpo treme levemente enquanto começo a instalar o dispositivo. Passo primeiramente o anel por volta de suas bolas, uma após a outra.

Jonas permanece imóvel, mas os resmungos nervosos não param. Tenho um pouco de dificuldade com o tubo, por causa de sua ereção. Preciso pressionar bastante para vencer a rigidez.

Os lamentos dele apertam meu coração. Mesmo assim, continuo. Já cheguei longe demais para voltar atrás.

Depois de alguns instantes tensos, finalmente consigo levar o tubo até o final.

O som do clique seco trancando o dispositivo, anuncia que consegui.

Observo o dispositivo instalado.

Fico impressionada como foi fácil.

Não consigo evitar um sorriso.

Talvez Damien esteja certo.

Talvez Jonas seja esse frouxo que ele tanto fala.

Balanço a cabeça aumentando o sorriso.

Independente disso, ele é o frouxo que eu amo.

Só calha que eu agora tenho outras necessidades básicas. E trancá-lo foi o necessário para eu conseguir.

O pensamento me faz lembrar da última ordem que Damien me deu antes de eu sair do carro.

Meu sorriso desaparece.

Respiro fundo ao lembrar que vou precisar torturar Jonas mais um pouco.

Assumo uma postura mais firme, apesar do tremor interno.

"Agora sim podemos ir para a parte que você tanto gosta."

Faço uma pequena pausa, acariciando a sua nádega.

"Só vai ser um pouquinho diferente..."

Deito na cama abaixo dele, meu corpo apontado na direção oposta ao seu.

Coloco o dedo indicador no seu cuzinho, lubrificado apenas com saliva. Enfiando profundo enquanto lambo a parte excedente que sai da pontinha da gaiola.

O gemido que escapa de seus lábios já não soa como nos últimos dias. Seu tom de voz traz um lamento de frustração, rouco e desesperado.

As súplicas também não demoram a chegar.

"Amor..."

"Amor... por favor..."

"Por favor... me destranca..."

Sigo impassiva.

Agora o dedo médio bombeando em um passo mais intenso.

Seus fluidos pré-ejaculatórios começam a vir à minha boca.

Mas nem uma gota do seu gozo real cai na minha língua.



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Comentários

  1. Finalmente terça-feira, já não aguentava mais, o conto está ótimo parabéns

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  2. Será que a Zur viajou novamente?

    ResponderExcluir

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